Quando o assunto é política,
dificilmente haverá consenso em todas as esferas sociais, mesmo entre as famílias
ou membros de uma comunidade. Ontem, por exemplo, tive a oportunidade de
debater e discorrer sobre diferentes pontos de vista com meu filho mais velho e
também com minha esposa a respeito do tema.
A questão era se devemos ou não
apoiar candidatos evangélicos ao pleito eleitoral e, em que grau de comprometimento – já que
nem sempre conhecemos profundamente suas propostas, seus projetos, suas
ambições.
É sabido de todos que alguns “irmãos
candidatos” só “dão as caras” em época de eleição. Outros não conseguem dizer,
sequer, a que vieram. Sem falar, é claro, dos inúmeros casos de “irmãos” que decepcionaram
ou deixaram desacreditada a comunidade cristã após galgarem os patamares da
política. Mas, daí a nivelarmos todos por baixo, não me parece justo para com
os de boa mente e, sobretudo, de boa reputação.
A verdade é que nós cristãos não
fomos e não somos ensinados a debater, entender e, sobretudo, a participar de maneira
efetiva do processo político do qual, invariavelmente, todos fazemos parte. Daí
porque nos acostumamos a lugares comuns, do tipo: “Todo político é ladrão”;
ou: “Todo aquele que se envolve com política se deixa corromper”; ou: “Basta uma
maça podre para estragar toda uma caixa”...
A certa altura, argumentava eu com
meu filho: “Sabendo que alguns pastores (sic) são mentirosos, corruptos,
aproveitadores, roubadores, adúlteros, seria justo presumir que todos o sejam,
ou que aqueles que almejam o episcopado poderiam, potencialmente, vir a ser como
um daqueles, pelo simples (sic) fato de se tornarem pastores?”. A resposta foi
que “Não”.
É exatamente este o ponto! Nem todos são "maçãs podres"!
Ao exercermos o legítimo direito-dever
de escolher, através do VOTO, qual ou quais membros da sociedade deverão nos
representar no âmbito da política, estamos, de certa forma, alternado “as maçãs
da caixa”. Este é um segredo (sic) que muitos ainda não descobriram.
Agora imagine uma caixa com 513
maçãs (há caixas com números que variam de 81 a apenas 1 por caixa), dentre as
quais metade delas estivesse podre, cabendo a você a missão de substituir – de
tempos em tempos – uma única (sic) maçã, descartando a que fora tirada. Você
substituiria uma “maçã boa” por uma “maçã podre” ou uma “maçã podre” por uma “maçã
boa”?
Pois bem! Precisamos acreditar que
a troca gradual e contínua das “maças podres” possa, de alguma forma, redundar
em uma bela caixa de “boas maças” e que está em nossas mãos (dedos) o poder de substituir
aquelas que envenenam e apodrecem a política deste país.
Pense nisto na hora de escolher, apoiar
ou ajudar a eleger um candidato.
Prossigo para o Alvo... Fp.3.14





