Rádio Rhema Online

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O CRENTE E O SUPERMERCADO...

Semana passada me pus a refletir sobre a vida e em como nossas necessidades, enquanto cristãos, estão relacionadas aos nossos hábitos de consumo – daí o título: “O crente e o supermercado”.


Algumas pessoas têm por hábito fazer suas compras uma vez por mês, reabastecendo a despensa no decurso do tempo apenas com itens essenciais ao dia a dia. Há, porém, as que prefiram comprar apenas o suficiente para a semana, enquanto outras o fazem diariamente, racionando o consumo de acordo com a féria do dia.

Nesse sentido, não há de se falar que este ou aquele método seja o mais correto, e eu não me atreveria aqui a dar aulas de economia doméstica – essa não é mesmo minha praia. Posso assegurar, no entanto, que, dadas as peculiaridades de cada lar: empregados, autônomos, diaristas, “biscateiros” (no melhor sentido da palavra) etc., cada um tem a sua própria “receita”.

Não obstante, qualquer que seja a prática adotada, teremos de fazê-lo, irremediavelmente, mediante pagamento, em dinheiro, cheque, cartão de crédito, vale alimentação, bolsa família, dentre outros, o que significa dizer que sempre haverá um preço a ser pago para nos mantermos alimentados, limpos e saudáveis.

A esta altura você já deve estar se perguntando: “_O que tudo isso tem a ver com a vida do cristão?”.

Bem, a analogia que faço de nossos hábitos de consumo em relação à vida cristã consiste justamente na forma, itens e tempo de abastecimento de nossos celeiros.

“O SENHOR mandará que a bênção esteja contigo nos teus celeiros, e em tudo o que puseres a tua mão; e te abençoará na terra que te der o SENHOR teu Deus.” (Dt 28.8).

Tenho visto crentes que buscam abastecer seu “celeiro espiritual” diariamente com boas práticas como o jejum, a oração, a meditação na Palavra de DEUS, os cânticos espirituais, a visitação, o exercício da piedade etc. Estes sempre têm em depósito algo bom a oferecer ao faminto; exibem gentil semblante e aspecto saudável; exalam o bom perfume de Cristo; se vestem dignamente – como convém aos santos (as) homens e mulheres de DEUS; dão bom testemunho e tem crédito na praça, tanto entre os domésticos na fé, quanto entre os que não a professam. O que não significa dizer que não haja um preço a ser pago. Sim, sempre haverá um preço a pagar.

Mas ao contrário do que se possa pensar, seus tesouros não estão depositados em bancos terrenos, mas guardados em boas mãos nos depósitos celestiais, sempre à disposição para resgate imediato, e quase sempre acrescido de “juros” e “correção” ofertados generosamente pelo SENHOR da seara, em “boa medida, recalcada, sacudida e transbordando” (Lc 6.38).

“E se encherão os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares.” (Pv 3.10).

Há, por sua vez, os que procuram se abastecer apenas uma vez no mês; julgam ser o suficiente para um período longo de saciedade, comparecendo à presença do “despenseiro celestial” uma ou outra vez em busca de alguma provisão; geralmente em decorrência de alguma enfermidade, ou porque ouviram dizer que o Senhor está “abençoando” aqui ou acolá, como se as bênçãos de DEUS estivessem em liquidação a um preço módico; irrisório!

Estes, quando se abastecem, percorrem os “melhores lugares” em busca de “ofertas milagrosas” e condições de pagamento “tentadoras” (3 chequinhos pré ou parcelado em 12x no cartão de crédito). Provam todo tipo de petisco que lhes são oferecidos e, como crianças no supermercado, abarrotam seus “carrinhos” com guloseimas, salgadinhos, refrigerantes (para a alma), mas pouca solidez há nos produtos adquiridos. E, conquanto tenham desembolsado considerável quantia pelas tais “pechinchas”, estas não durarão muito tempo.

“As sementes apodreceram debaixo dos seus torrões, os celeiros foram assolados, os armazéns derrubados, porque se secou o trigo.” (Jl 1.17).

Por fim há um tipo que considero o pior dos que se possa ter conhecimento. São aqueles que julgam não necessitar de DEUS para se susterem. Acreditam que entesouraram na terra o bastante para prover todo tipo de necessidade material e, quando entendem não ser o suficiente, aí sim recorrem ao SENHOR única e exclusivamente com o intuito de multiplicarem ainda mais suas riquezas. Para estes, DEUS não passa de um banqueiro que negocia a fidelidade e devoção do crente em troca de recompensas materiais. Têm como deus a Mamon (Lc 16.13), em detrimento ao DEUS da provisão (Gn 22.14).

Desfilam riqueza ao mesmo tempo em que destilam desprezo pelo faminto e necessitado. Suas máquinas de voar (na terra ou no ar) são para vergonha do evangelho e, assim como o jovem rico que foi ter com JESUS, estão dispostos a virar-LHE as costas caso sejam desafiados a abdicarem dos bens terrestres. Não! Não! Seus corações não estão no céu onde habita JESUS, posto que seus tesouros ali também não estão depositados.

Transtornam o evangelho de Cristo transformando em sementes de riquezas materiais aquilo que deveria produzir no homem frutos espirituais: “Porque o fruto do Espírito está em toda a bondade, e justiça e verdade.” (Ef 5.9).

Tolos, não sabem eles que se dizendo ricos, não passam de “desgraçados, miseráveis, e pobres, e cegos, e nus.” (Ap 3:17).

Que o SENHOR DA SEARA se compadeça de nós, e nos ensine, e nos ajude a seguir os SEUS preciosos conselhos:

“Não tenhas inveja dos homens malignos, nem desejes estar com eles. Porque o seu coração medita a rapina, e os seus lábios falam a malícia. Com a sabedoria se edifica a casa, e com o entendimento ela se estabelece; E pelo conhecimento se encherão as câmaras com todos os bens preciosos e agradáveis.” (Pv 24.1-4).

Prossigo para o Alvo... Fp 3.14

2 comentários:

Newton Carpintero, pr. e servo disse...

Prezamigo prpresb. Robson Silva,

A paz de Cristo, o nosso Senhor!

Bom ler a sua matéria e saber que muitos OUVIRÃO, através da leitura, o que está escrito nestes parágrafos inspirados.

Apocalipse 3:6: Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.

O Senhor seja contigo, nobre irmão!

O menor de todos os menores.

ROBSON SILVA disse...

Paz, meu amigo!

Agradeço o comentário. É bom saber que estamos sendo "OUVIDO" além das fronteiras tupiniquins...

Forte abraço!

Vosso servo no Senhor,

Prossigo.net

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