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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

ABAAAALA GUARULHOS...



































2º SEMINÁRIO DE SEITAS E HERESIAS realizado pela revista POVOS e APOLOGÉTICA CRISTÃ abordará, dentre outros, o tema: "Os desvios da Teologia da Prosperidade".

O evento acontecerá nos dias 16 e 17 de março na cidade de Guarulhos, nas dependências da IGREJA VIDA E LUZ - Rua Cachoeira, 1993 - Guarulhos - SP.

Entre os palestrantes estará o Missionário Jamierson Oliveira - jornalista, editor da Bíblia Apologética de Estudo (ICP) e da Bíblia Missionária de Estudo (SBB).

Uma excelente oportunidade para dirimir quaisquer dúvidas concernente ao tema.

Entrada GRATUITA!

Prossigo para o Alvo... Fp 3.14

sexta-feira, 21 de maio de 2010

FAMÍLIA: GÊNESIS...

Atendendo aos sábios conselhos e recomendações de meu amigo e pastor Newton Carpintero, o qual é detentor de méritos inquestionáveis quando se trata do tema FAMÍLIA, decidi retomar minha posição de arauto na blogosfera verdadeiramente cristã falando desta instituição que é de vital importância na vida não apenas da sociedade cristã, mas da humanidade como um todo: A FAMÍLIA.

Certamente que partindo deste humilde servo do Senhor não teremos aqui um tratado, mas um apanhado (sintético) de obras há algum tempo pesquisadas, exemplos bíblicos irrefutáveis e experiências particulares vividas e aprendidas com paradigmas como o já mencionado Pr. Newton Carpintero, dentre outros.

Esperamos em DEUS poder de alguma forma contribuir para o resgate não apenas da imagem, mas da valorização e conservação dessa instituição denominada FAMÍLIA.

Boa leitura!

FAMÍLIA - Sua origem, constituição e missão à luz das Sagradas Escrituras.

ORIGEM DA FAMÍLIA

O que é a família
Definição do termo: sf 1 Conjunto de ascendentes, descendentes, colaterais e afins de uma linhagem. 2 O pai, a mãe e os filhos. 3 Hist. Nat. Grupo constituído pela reunião de gêneros afins. (Melhoramentos, 2004, p. 223).

Considerando a definição acima, dada pelo Dicionário Melhoramento da Língua Portuguesa, entendemos que a instituição denominada FAMÍLIA pode ser estudada a partir de diferentes aspectos: histórico-sociológico (3), bíblico (2) e jurídico (1) – dentre outros –, os quais veremos a seguir.

Aspecto histórico-sociológico
A família é a primeira comunidade da raça humana. Ela surge muito antes de todas as instituições; antes que se formassem os povos e as nações. Ela é, portanto, o núcleo básico de toda e qualquer sociedade.

Para o professor Darcy Azambuja (1903-1970), "No mundo moderno, o homem, desde que nasce e durante toda a existência, faz parte, simultânea ou sucessiva de diversas instituições ou sociedades, formadas por indivíduos ligados por parentesco, por interesses materiais ou por objetivos espirituais. Elas têm por fim assegurar ao homem o desenvolvimento de suas aptidões físicas, morais e intelectuais, e apara isso lhe impõem certas normas, sancionadas pelo costume, a moral ou a lei. A primeira em importância, a sociedade natural por excelência é a família, pois é ela que o alimenta, protege e educa." (Teoria Geral do Estado, 1941. Grifos nossos).

Diversos pensadores se esmeraram por definir ou determinar as razões que levam o homem a viver em sociedade, dentre eles: Aristóteles (IV a.C.), Cícero (I a.C.), Santo Tomaz de Aquino (XIII d.C.); Thomas Hobbes (XVI d.C.); Montesquieu (XVII), dentre outros.

De acordo com o professor Dalmo de Abreu Dallari os estudos desenvolvidos por esses homens deram origem a duas correntes de pensamento: Naturalista e Contratualista. Destacaremos apenas dois de cada corrente.

NATURALISTAS
Para Cícero "A primeira causa da agregação de uns homens a outros é menos a sua debilidade do que um certo instinto de sociabilidade em todos inato; a espécie humana não nasceu para o isolamento e para a vida errante, mas com uma disposição que, mesmo na abundância de todos os bens, a leva a procurar o apoio comum. (Da República, I. 15. Grifos nossos).

Santo Tomaz de Aquino afirmava que "A vida solitária é uma exceção, que pode ser enquadrada numa de três hipóteses: excellentia naturae, quando se tratar de indivíduo notavelmente virtuoso, que vive em comunhão com a própria divindade, como ocorria com os santos eremitas; corruptio naturae, referente aos casos de anomalia mental; mala fortuna, quando só por acidente, como no caso de naufrágio ou de alguém que se perde numa floresta, o indivíduo passa a viver em isolamento." (DALLARI, 2000, p.10. Grifos nossos).

CONTRATUALISTAS
Para Thomas Hobbes “o homem é o lobo do homem”. Em sua obra “Leviatã” o pensador defende que o homem vive inicialmente em “estado de natureza”, designando-se por esta expressão não só os estágios mais primitivos da História, mas, também, a situação de desordem que se verifica sempre que os homens não têm suas ações reprimidas, ou pela voz da razão ou pela presença de instituições políticas.

Adepto do pensamento contratualista, porém menos “contundente” que Hobbes, Montesquieu entendia haver, também, leis naturais que levam o homem a escolher a vida em sociedade. Essas leis são as seguintes: a) o desejo de paz; b) o sentimento das necessidades, experimentado principalmente na procura de alimentos; c) atração natural entre os sexos opostos, pelo encanto que inspiram um ao outro e pela necessidade recíproca; d) o desejo de viver em sociedade, resultante da consciência que os homens têm da sua condição e de seu estado.

Aspecto bíblico
De acordo com as Sagradas Escrituras, DEUS é o mentor e o criador de todas as coisas vivas e inanimadas tanto na Terra quando nos céus. Logo, sendo Ele próprio o Poder Constituinte (originário), criou, aprovou e sancionou leis e diretrizes que norteariam a humanidade ao longo das eras.

Temos, pois, que a origem de todas as coisas, inclusive do modelo original (basilar) de convivência social denominado FAMÍLIA, se dá na pessoa de nosso Deus, o Eterno (Jo 1:1-3). Senão, vejamos:

“No princípio, criou Deus os céus e a terra.” (Gn 1:1).

“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança;” (Gn 1:26a).

“E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.” (Gn 1:27).

“Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.” (Gn 2:24).

“Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que, no princípio, o Criador os fez macho e fêmea e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem.” (Mt 19:4-6).

Uma das grandes controvérsias acerca da origem da família sempre foi a do processo de multiplicação da raça humana. Sabe-se pelas Sagradas Escrituras que DEUS formou, originalmente, apenas um homem e uma mulher, cabendo a estes a nobre missão de “frutificar; multiplicar; e encher a terra” (Gn. 1:28).

Entretanto, a despeito do fato de que para levar a cabo os desígnios de DEUS descendentes de Adão necessitassem coabitar com suas irmãs e primas, o propósito de DEUS no tocante à família tinha como meta a formação de novos núcleos familiares, em um ambiente saudável e santo.

Certamente não haveria retrocesso no processo de procriação uma vez que o homem não conhecia o pecado, e o estado de inocência fazia parte da natureza humana.

Apenas após a queda, com a destituição do homem da glória que dantes gozava com Deus, é possível se verificar um processo retrógrado com relação à constituição familiar, ao ponto de o criador ter que estabelecer parâmetros legais coercitivos a fim de refrear o desregramento no tocante ao sexo e à procriação, como se pode ver em Levíticos 18.

Já no capítulo 6 de Gênesis é possível identificar o estado degradante a que chegou o ser humano e de seu afastamento dos princípios divinos transmitidos pelo próprio Criador a Adão:

"E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas, viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. Então, disse o SENHOR: "Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem, porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos." (Gn 6:1-3).

Esse comportamento, igual ou mais acentuadamente, é verificado em Sodoma e Gomorra; na antiga Roma e Grécia; e mais precisamente hoje em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Massachussetts, San Francisco, Hong Kong, Bangkok, Tókio, Milão, Veneza, Amsterdam, Paris, Suíça etc.

Não obstante seu estado de miserabilidade, o amor de Deus para com o homem e para com as famílias da terra pode ser visto ao longo de toda a Escritura, de sorte que por amor enviou seu filho ao mundo a fim de que pela sua morte reconciliasse o mundo consigo:

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (Jo 3:16).

"Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos." (Atos 17:30-31).

Poderíamos tomar esse tópico todo para descrever ao longo da história bíblica os modelos distintos de famílias – tanto bons quanto maus –, mas teríamos que abrir um paralelo que tomaria um tempo excessivo. Citaremos então, apenas alguns bons modelos – dentre centenas:

Sete e sua família – teve por primogênito a Enos, e gerou filhos e filhas. Segundo a Bíblia “foi nesse tempo que os homens começaram a invocar o nome do Senhor” (Gn 4:26).

Enoque e sua família (o quinto depois de Sete) – teve por primogênito a Matusalém aos sessenta e cinco anos, tendo andado com Deus por 300 anos; tempo suficiente para instruir em justiça e temor a seus filhos e filhas. Tamanha foi a comunhão desse patriarca com o Senhor que este para si o tomou (transladado) para não ver a corrupção do gênero humano. (Gn 5:22-24).

Noé e sua família – pai de três filhos (Sem, Cão e Jafé), foi considerado por Deus homem justo em meio a uma geração pecaminosa e irreverente. Deus fez perpetuar a existência da raça humana por meio dessa família abençoada. (Gn 7:1; 9:1).

Abraão e sua família – Pai de Ismael (de Hagar) e de Isaque (de Sara), foi homem temente e obediente a Deus (Hb 11:8), prosperando em suas caminhadas pela terra da promessa, embora tenha morrido sem alcançá-la (v.13). Cria, porém, que uma pátria maior lhe estava reservada na eternidade, para a qual o Senhor haveria de conduzi-lo juntamente com aqueles que O amam (v.16). Foi chamado “amigo de Deus” (Tg 2:23), e nele foram benditas todas as nações da terra. “Morreu em boa velhice, velho e cheio de dias.” (Gn 25:8).

Josué e sua família – Sucessor de Moisés, foi recrutado ainda muito jovem, tendo visto e vivido de perto as grandes maravilhas que o Senhor operara aos olhos dos filhos de Israel. Chamado por Deus para dar posse aos filhos de Israel da terra prometida enfrentou grande desafios e obstáculos ao longo da sua árdua trajetória, mas manteve firme o propósito de servir ao Senhor, ao ponto de inquirir da nação um posicionamento acerca desse mister: “Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR.” (Js 24:15).

Aspecto jurídico
A Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988 pela Assembléia Nacional Constituinte, “sob a proteção de Deus” reservou, além dos direitos e garantias fundamentais individuais e coletivos, um capítulo especial para a família, cujo título é: DA FAMÍLIA, DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE E DO IDOSO.

Vejamos o que prescrevem os artigos 226, 227, 229 e 230 deste capítulo:

Art. 226 - A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.
§ 1º - O casamento é civil e gratuita a celebração.
§ 2º - O casamento religioso tem efeito civil, nos termos da lei.
§ 3º - Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.
§ 4º - Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes.
§ 5º - Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e pela mulher.
§ 6º - O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio, após prévia separação judicial por mais de um ano nos casos expressos em lei, ou comprovada separação de fato por mais de dois anos.
§ 7º - Fundado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da paternidade responsável, o planejamento familiar é livre decisão do casal, competindo ao Estado propiciar recursos educacionais e científicos para o exercício desse direito, vedada qualquer forma coercitiva por parte de instituições oficiais ou privadas.
§ 8º - O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações.

Art. 227 - É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

Art. 229 - Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade.

Art. 230 - A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida.

O Código Civil também tem um livro reservado para a família (Livro IV) – DO DIREITO DA FAMÍLIA. São cerca de 272 artigos divididos em (71 para casamento; 55 para filhos; 144 para bens da família).

Vejamos o que prescrevem os artigos 1511, 1513, 1514, 1517 do Código Civil, de 10 de janeiro de 2002, consoante ao tema:

Art. 1.511. O casamento estabelece comunhão plena de vida, com base na igualdade de direitos e deveres dos cônjuges.

Art. 1.513. É defeso a qualquer pessoa, de direito público ou privado, interferir na comunhão de vida instituída pela família.

Art. 1.514. O casamento se realiza no momento em que o homem e a mulher manifestam, perante o juiz, a sua vontade de estabelecer vínculo matrimonial, e o juiz os declara casados.

Art. 1.517 – O homem e a mulher com 16 (dezesseis) anos podem casar, exigindo-se autorização de ambos os pais, ou de seus representantes legais, enquanto não atingida a maioridade civil.

Em que pese a proteção constitucional da FAMÍLIA BRASILEIRA, muitas têm sido as investidas do Diabo no intuito de desmantelar os nossos lares. Esse tema será mais propriamente abordado numa próxima postagem.

Concluímos este primeiro tópico certos de que a despeito das muitas teses e postulados tendentes a explicar a origem da FAMÍLIA, todos, ainda que superficialmente, apontam para aquela que, indubitavelmente, exaure as angústias da humanidade: a FAMÍLIA é uma instituição divina, tendo sua origem na mente do Criador.

Amanhã, permitindo DEUS trataremos da CONSTITUIÇÃO DA FAMÍLIA e dos propósitos de Deus na sua constituição.

Que o Senhor os abençoe!

Prossigo para o Alvo... Fp 3:14

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

PARA SER UM MISSIONÁRIO É PRECISO... (5)

1. CRER NA REDENÇÃO (publicado em 23/01/10)
2. SER OBEDIENTE À GRANDE COMISSÃO (publicado em 24/01/10)
3. RENUNCIAR A SI MESMO (publicado em 25/01/10)
4. SER PACIENTE (publicado em 28/01/10)
5. SER PERSEVERANTE (publicado em 23/02/10)
6. TER ESPERANÇA

5. SER PERSEVERANTE


Assim como renúncia e paciência, a perseverança – a saber, a falta de – tem se mostrado um forte oponente para muitos MISSIONÁRIOS. Não é pequeno o número daqueles que tendo empreendido lançar-se de “corpo e alma” no serviço do Senhor, desistiram no meio do caminho: desanimados, desiludidos, desmotivados, decepcionados, sem forças para prosseguir.

Este é um passo
crucial na vida de qualquer MISSIONÁRIO: colocar a fé em ação e reunir forças de onde não as há para perseverare na Obra e para não deixar cair de suas mãos o arado.

O escritor aos Hebreus
– segundo nosso entendimento – foi quem melhor compreendeu a necessidade da perseverança para a conservação da fé, na esperança da Glória que há em Cristo Jesus.

Em sua obra
dirigida à nação hebraica, o autor elenca uma série de passos a serem seguidos pelo MISSIONÁRIO, a fim de que possa, “depois de haver feito a vontade de DEUS, alcançar a promessa”.

Vejamos quais são esses passos a partir da leitura do versículo 19, capítulo 10, de Hebreus.

PASSO UM: OUSADIA.

“Tendo ousadia para entrar no Santo dos Santos”. (v. 19).


Ousadia é a qualidade ou atributo daquele que tem coragem ou audácia. No caso do MISSIONÁRIO, é a marca que distingue aquele que, diante dos obstáculos e até mesmo das decepções da vida, não desiste nunca.

Um bom exemplo de OUSADIA é a o de Josué e Calebe, que mesmo diante do esmorecimento dos dez companheiros MISSIONÁRIOS que juntamente com eles espiaram as terras de Canaã, e das murmurações dos filhos de Israel, permaneceram firmes, íntegros e confiantes no poder e nas promessas do Senhor.

PASSO DOIS: VERDADEIRO CORAÇÃO.

“Cheguemo-nos com verdadeiro coração...”. (v. 22a).


Outro desafio para aqueles que são chamados por DEUS para fazerem a Sua Obra é ter um coração verdadeiro. Saber que o que deve imperar é a vontade de DEUS e não a sua própria vontade, é fator determinante para o sucesso de qualquer empreitada.

É comum,
no entanto, que muitos MISSIONÁRIOS, após haverem sido chamados, tracem seus próprios planos e projetos, vislumbrando o futuro apenas sob a ótica humana, a pretexto de o haverem sentido em seus “enganosos corações”.

Bem asseverou
o Senhor através do profeta Jeremias: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?”

Sabedor disso,
e após haver sido enganado pelo próprio coração, o salmista Davi encomenda a Deus sua vida e todas as suas decisões, concluindo o belo Salmo 139 com as seguintes palavras:
“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.” (Sl 139: 23 e 24).

Ter um coração
verdadeiro diante de DEUS é estar no centro de sua vontade, perseverando naquilo que ELE mesmo tem planejado para nós. Fazendo assim, o MISSIONÁRIO de CORAÇÃO VERDADEIRO ouvirá acerca de si aquilo que o ETERNO declarou a respeito de Davi:

“Achei a Davi, filho de Jessé, homem conforme o meu coração, que executará toda a minha vontade.”
(At 13:22).

PASSO TRÊS: FÉ.

“Em plena certeza de fé...”. (v. 22b).

O mesmo escritor aos Hebreus, ainda no que concerne à perseverança declarou: “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.” (Hb 11:6).

Portanto, viver “em plena certeza de fé” é o terceiro passo a ser dado pelo MISSIONÁRIO que não apenas deve crer na sua chamada, mas perseverar em tudo quanto o Senhor tem determinado fazer, na certeza de que ELE é fiel para cumprir suas promessas em nossas vidas:

“Saberás, pois, que o SENHOR teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos.” (Dt 7:9).

Às vezes somos tentados a duvidar daquilo que o Senhor nos prometeu, ou mesmo de Seu poderio sobre as nossas vidas. Olhamos para nós mesmo e não vemos condições de irmos além. Julgamo-nos incapazes (e de fato somos), mas sua intervenção sobrenatural sobre nossa limitada capacidade é quem nos faz mais que vencedores.

Portanto, não deve o MISSIONÁRIO travar diante das muralhas, nem esmorecer diante dos obstáculos, pois é ELE, e não nós, quem faz e opera todas as coisas segundo o Seu beneplácito e infinito poder. É preciso crermos no DEUS do impossível – pois sem fé é impossível agradar a Deus – e perseverar naquilo para o qual ELE nos chamou.

PASSO QUATRO: CORAÇÃO PURIFICADO DA MÁ CONSCIÊNCIA.
“Tendo o coração purificado de má consciência...” (v. 22c).

A Bíblia está repleta de referências que tratam a respeito do coração, este órgão de importância vital. É até mesmo difícil nos referirmos a ele com a devida precisão, dada a complexidade de seu funcionamento e da íntima ligação existente entre ele e a mente humana.

Até onde se sabe todas as nossas ações, ou a materialização do pensamento, se dão no mundo exterior a parti de nossas funções cerebrais. Logo é a mente quem, em tese, controla tudo.

No entanto, muito do que a mente projeta está baseado naquilo que vemos, ouvimos, sentimos e que de alguma forma nos proporciona prazer e nos impulsiona a viver. Ora, é ele, o coração, o grande responsável por nos mantermos vivos a cada dia. É ele que bombeia vida para nosso cérebro, para nossos demais órgãos, para nossas artérias, veias e vasos sanguíneos.

Certamente por esta razão a Bíblia se refira ao coração como sendo o grande depósito da vida:
“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, pois dele procedem as saídas da vida” (PV 4:23).

O sábio Salomão em sua sabedoria nos exorta acerca da “Lei do Senhor” a ouvirmos com os ouvidos, ler com os olhos, guardar no coração e por fim GUARDAR O PRÓPRIO CORAÇÃO.

O MISSIONÁRIO deve ter, portanto, uma consciência boa, limpa, não acusadora, e um coração purificado, não guardando rancores e mágoas, e nem se deixando exaltar ou ensoberbecer.

Há casos em que as provações e as dificuldades para perseverar na obra fazem com que o MISSIONÁRIO passe a projetar pensamentos contrários à vontade do Senhor, chegando a murmurar contra DEUS. Suas decisões já não são tomadas à luz da Sua Palavra, e seu coração já não o condiciona a entrar no santuário do Senhor com a mesma convicção e ousadia de outrora (Hb 10:19). Mas a Bíblia é enfática ao responder a pergunta do salmista:

“Quem subirá ao monte do SENHOR ou quem estará no seu lugar santo? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração...” (Sl 24: 3-4).

O salmista ainda diz: “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.” (Sl 119:11) e, “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.” (Sl 139:23-24).

PASSO CINCO: CORPO LAVADO COM ÁGUA LIMPA
“E o corpo lavado com água limpa.” (v. 22d).

O texto aos Hebreus faz uma clara alusão à lavagem do sacerdote antes de sua entrada no santuário ou da ministração diante do altar do holocausto (conf. Ex 30: 17-21). Também na passagem de João 13: 1-12, Jesus após lavar os pés dos discípulos e da intervenção de Pedro, diz abertamente aos discípulos que aqueles que com ele estavam reunidos já estavam limpos, mas nem todos.

Lamentavelmente, Judas que o haveria de trair não tinha o seu coração lavado, portanto, todo o corpo estava contaminado.

O cuidado com o corpo físico – embora alguns entendam apenas como uma referência a Igreja ou ao aspecto espiritual – é algo que o MISSIONÁRIO precisa atentar com maior cuidado, em todos os seus aspectos.

No cuidado com a nutrição (refreando a boca); na conservação da saúde; no zelo com a estética e asseio pessoal; na conservação do corpo para uma vida conjugal boa e saudável; na pureza sexual e abstenção de atos, gestos, ou palavras de sedução (obscenas) que possam provocar sua a desmoralização diante da igreja, além de possíveis problemas futuros no casamento. Tudo isso faz parte de uma vida cristã impecável, no qual o MISSINÁRIO deve perseverar não se deixando contaminar (sujar) com as ofertas de Satanás.

PASSO SEIS: COMPANHEIRISMO.
“Consideremo-nos uns aos outros...” (v. 24).

Muitos MISSIONÁRIOS hodiernos não compreendem o significado da palavra companheirismo: camaradagem, parceria, amizade. Na verdade consideram outros MISSIONÁRIOS como seus oponentes, adversários, rivais no Ministério da Palavra. E ao contrário do que o escritor aos Hebreus ensinou, desconsideram a pessoa de seus “pares”, virando-lhes o rosto e escondendo-lhes as mãos.

O apóstolo João ao escrever sua terceira epístola fez menção de certo obreiro por nome Diótrefes que “gostava de exercer a primazia”, não o recebendo.

Segundo o apóstolo, esse mal obreiro “não contente com isso, não acolhia os irmãos, e ainda impedia os que queriam recebê-los, expulsando-os da igreja” (adap. 3Jo v.10).

Não é incomum vermos jovens MISSIONÁRIOS desistirem de suas chamadas por não haverem encontrado em seus antecessores o apoio e o estímulo necessário para perseverarem na batalha.

Alguns entendem que estender a mão a um obreiro mais jovem ou recém chegado ao ministério é o mesmo que perder prestígio, ou espaço no terreno no qual estão semeando. Esquecem de que o dono da seara é o Senhor, e que é ELE com comissiona cada um ao tempo e da forma que lhe apraz. Também é ELE que dá o pago, como melhor lhe convém, tanto para os primeiros, quanto aos derradeiros (conf. Mt 19:30; 20:1-16).

Assim, é um importante passo para o MISSIONÁRIO que deseja ser bem sucedido em seu ministério, perseverar não apenas no cuidado condigo mesmo, mas na consideração para com os outros, “a fim de estimulá-los ao amor e às boas obras.”

PASSO SETE: NÃO DEIXAR A CONGREGAÇÃO.

“Não deixando de congregar-nos, como é o costume de alguns” (v. 25).

Diferentemente daqueles que não recebem, mas não menos equivocados, há aqueles MISSIONÁRIOS que por qualquer coisa trocam de ministério, abandonam a obra de DEUS e dão as costas para o “campo” que lhes foi confiado.

Alguns o fazem sem o menor pudor ou temor de DEUS, deixando a obra de DEUS a ver navios, e as ovelhas do Senhor desamparadas. Mas DEUS não desampara o justo. (Sl 37:25).

O sucesso do ministério do MISSIONÁRIO consiste justamente em não se mover de seu lugar enquanto a “nuvem do Senhor” e Sua “coluna de fogo” não se moverem também. Nunca guiado por vista, mas pelo Espírito de DEUS, perseverando na posição em que foi chamado.

PASSO OITO: NÃO RECUAR DIANTE DAS ADVERSIDADES.

“Mas o meu justo viverá da fé. E se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele.” (v. 38).

Concluímos o tópico 5 com o oitavo e mais importante passo: não recuar diante das adversidades.

A palavra recuar aqui nos dá a idéia de retroceder: ceder para aquilo que ficou para trás. Voltar aos velhos, fracos e pobres rudimentos (Conf. Gl 4:9)

O MISSIONÁRIO que recua de sua MISSÃO abandonou a fé e já não é digno de ser contado com os participantes da grande festa que o Senhor preparou para os que O amam (conf. Mt 22:8).

É preciso que o MISSIONÁRIO compreenda que a perseverança, mesmo diante das lutas, é indispensável para o sucesso. Diante dos confrontos e dos impedimentos que a vida nos impõe, é absolutamente necessário que o ele permaneça inabalável em sua posição.

É preciso prosseguir para o alvo, como disse Paulo (Fp 3:14) e lutar contra todos os adversários da nossa fé (nossas fraquezas, nossas limitações, nossos sonhos e ambições pessoais), pois somente com firmeza e determinação é que ele receberá ao final da batalha a coroa da vitória

Sabendo que ao final todos ouviremos do Senhor a gloriosa saudação: “Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt 25: 34), concluo dizendo que vale a pena perseverar.

Prossigo para o Alvo... Fp 3:14

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