Rádio Rhema Online

quarta-feira, 3 de abril de 2013

BERRO POR SEU BERRO PELO SEU ERRO...

Caetano Veloso conversa com Jean Wyllys; ao fundo, Preta Gil fala com Marcelo Freixo na sede da ABI Pedro Kirilos / Agência O Globo

Desconstruindo a fala deste senhor compositor baiano intelectual – ou não – acerca do que é – ou não – a democracia.

“Não é admissível que essa Comissão de Direitos Humanos e de Minoria esteja sendo dirigida e presidida por um pastor que expressou nitidamente a intolerância, tanto da ordem sexual como racial. É fato conhecido e notório. Esse é um momento que nós deveríamos estar reunidos para tentar defender o que significa ter um Congresso. Porque o maior perigo é levar o povo brasileiro a desprezar esse nível do exercício do Poder Legislativo. Isso pode criar uma má impressão do que é democracia.” Caetano Veloso (Por ocasião de um ato realizado no auditório da Associação Brasileira de Imprensa – ABI para pedir a saída do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) da presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados).

“Não é admissível...” – Ora, em um estado democrático e de direito, desde que NÃO ao arrepio da Lei, SIM, quase tudo é admissível. Daí a razão e da necessidade de um Congresso (ou Parlamento, como queiram) onde representantes do povo, eleitos pelo povo, e para o povo, possam propor, debater, aprovar, alterar, e o que mais a Lei permitir, em prol do bem estar e da paz social. “Nenhum governo pode governar a partir da vontade de particulares” (Jean Jacques Rousseau).

“Que essa Comissão...” – Ora, se fosse "outra Comissão”, onde a patuscada gay não fosse o tema de maior importância - quem sabe uma CCJ da vida, aí tudo bem? Quem afinal pode determinar qual ou quem dentre os parlamentares do Legislativo Federal está qualificado para o cargo de presidente de uma Comissão, a ABGLT? A ABI? A revista EXAME?

“Sendo dirigida e presidida por um pastor...” – Ora, se fosse por um Pai-de-santo tudo bem? Por um Kardecista; por um Agnóstico; por um Ateu; por um Hare Krishina? Só por um pastor é que não pode? Afinal, se democracia ("demo+kratos") é o poder (governo) do povo, pelo povo e para o povo, então PASTOR não é povo? Não é gente? Não é cidadão? Ou não passa de um ser de segunda categoria, ignorante, intransigente, intolerante como quer fazer acreditar esse senhor?

“Que expressou nitidamente...” – Caramba! E desde quando expressar [o pensamento] é crime? Desde quando deram ao senhor CV o poder de decidir quem pode e o que pode pensar neste país? Justo ele que por anos “nos fez” crer que “O pensamento parece uma coisa à toa, mas como é que a gente voa quando começa a pensar”. Não teria o pastor MF, pensado – alto, diga-se de passagem – uma coisa à toa, e voado um pouco além dos limites do “arco-íris”? Ainda assim, seria apenas, e tão apenas o livre exercício constitucional (Art. 5º, IV) da manifestação do pensamento.

“A intolerância...” – Aqui eu já poderia parar. Vejam só o que nos diz Sua Sapiência a Wikipédia acerca deste termo: “Intolerância é uma atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar diferenças em crenças e opiniões.” Consegue o leitor perceber alguma semelhança na fala do senhor CV ou de seus párias, digo, pares, ou seria “mera coincidência”. Quem não consegue respeitar o livre exercício do direito alheio, ainda que dele discorde e contra ele proteste, não é digno de falar de INTOLERÂNCIA. Basta vermos no que “eles” estão transformando o recinto de trabalho daquela Comissão.

“Tanto da ordem sexual como racial...” – Ora, não me recordo de ter visto, lido, ou ouvido que o senhor MF tivesse deixado de atender – no âmbito de suas funções parlamentares –, trabalhar, pagar, deixar passar, viver, ou qualquer outra ação própria das liberdades individuais e coletivas, a quem quer que seja, simplesmente pelo fato de ser homem, mulher, gay, preto, branco, índio, pardo... O que neste caso, seria um grave crime.

“Nós deveríamos estar reunidos...” – Gostei da proposta constitucional do senhor CV, que remete, novamente, ao Art. 5º da CF/88: “XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente”. Esta aí uma coisa que o senhor CV deveria ter lembrado aos seus mais de 200 amigos, que se manifestaram de forma agressiva, com cartazes, faixas e gritos de ordem, em frente à porta da Igreja Assembleia de Deus - Catedral do Aviamento em 11 de março, numa tentativa clara de frustrar a realização de um Culto Religioso, violando o princípio constitucional da liberdade de consciência e crença e da inviolabilidade e proteção do local de sua realização: “Art. 5º, VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”.


“Para tentar defender o que significa ter um Congresso...” – Mais uma vez faltou ao senhor CV discernimento – quero crer que não seja de conhecimento – do papel do Congresso, qual seja: representar o POVO – no sentido mais amplo da palavra – e legislar pela causa nacional. Ora o povo ou nação não se constitui apenas de “minorias gays ou plurais”, o povo está para negros e brancos, gays e héteros, pastores e ateus, e todos estes, quer gostem ou não, estão representados na figura dos 513 deputados federais eleitos democrática e legitimamente, respeitado o sistema eleitoral brasileiro. Simples assim! Não existe “CONGRESSO PARALELO”.

“Porque o maior perigo é levar o povo brasileiro a desprezar esse nível do exercício do Poder Legislativo.” – SIM, estamos diante de um estado (conjuntura) perigoso das coisas. Mas o que se vê pelas ruas é bem diferente, para exemplificar, daquelas manifestações pelas eleições diretas: o repúdio pelo sistema político, pelo cerceamento dos direitos e garantias fundamentais, pela liberdade de expressão em toda sua plenitude. O que se vê é justamente o contrário: uma luta calcada em "pseudos" direitos e garantias constitucionais visando cercear direitos e garantias constitucionais... O rabo correndo atrás do cachorro. A calda engolindo a cobra!

“Isso pode criar uma má impressão do que é democracia.” – Se este trecho da fala do senhor CV fosse recortada e apresentada fora do contexto – como costumam fazer alguns – eu diria que ele estava discursando contrariamente aos seus irmãos e irmãs de causa – “ou não”.

"Não se avexe não, baião de dois, deixe de manha, deixe de manha", porque "esse papo [seu] tá qualquer coisa e você já tá pra lá de Teerã."

Prossigo (sem dúvidas) para o Alvo... Fp. 3.14

3 comentários:

Newton Carpintero, pr. e servo. disse...

Caro pr. Robson Silva,

A paz amado!

"SORRY". O meu comentário será simplesmente denunciado com a palavra: "CONGRATULATIONS".

Não necessito acrescentar mais nada.

O Senhor seja contigo,

O mínimo dos menores.

ROBSON SILVA disse...

Abraços, meu amigo... Orai por nós!

Eliseu Antonio Gomes disse...

Robson.

Exposição muito bem clara do que vem a ser o exercício da Democracia. Espero pelas eleições, crendo que muita gente que diz representar homossexuais seja afastadas do parlamento.

Abraço.

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