Rádio Rhema Online

quinta-feira, 5 de junho de 2008

TESTEMUNHO DE ROGER "PNEUS"

"E, quanto às rodas, ouvindo eu, se lhes gritava: Roda!" Ez. 10:13

"A Honra pelo sucesso seja dada aquele que é o verdadeiro vencedor." Jesus

Testemunho do empresário londrinense Rogério Cesar - da Roger Pneus -, de 39 anos, que sofreu grave acidente no dia 15 de março de 2008 na rodovia PR-444.

Você já parou pra pensar que o amor de Deus pode nos trazer dor?Conheça a História de um homem, o empresário Rogério que conheceu o profundo amor de seu Pai Celestial num grande momento de dor.

"Em primeiro lugar gostaria de saúda-los com a paz de nosso Senhor Jesus Cristo, e agradecê-Lo por esta oportunidade de estar falando sobre o que Ele tem feito na minha vida.

Bom, depois de 12 anos sendo membro da Igreja Assembléia de Deus -Central em Londrina, chegou uma fase da minha vida onde muitos bens materiais foram acrescentados. Deus abençoou-me abundantemente, e com isso, acreditava que era merecedor de tudo aquilo, já que por diversas vezes ajudava o departamento de missões, eventos promocionais, sem contar é claro aplicando os meus recursos de outras formas quando solicitado. Mas tem um detalhe importante diante de tudo isso, ao mesmo tempo em que eu me disponibilizava a ajudar, o meu coração estava bem longe, longe do grande propósito de Deus. Cheguei a pensar que poderia dirigir a vontade de Deus através do meu dinheiro ou até mesmo comprar os seus milagres, e com esse pensamento comecei a esfriar-me.

Com o passar do tempo as mensagens não tocava mais o meu coração, fiquei por muitos anos como espectador dentro da igreja só assistindo e de vez em quando tirava uma pequena 'soneca'.

Diante desses fatos pude perceber que eu estava hibernando na presença de Deus, o meu coração não sentia mais o toque do Espírito Santo, minha consciência estava cauterizada como diz o apóstolo Paulo, nada me comovia. As coisas materiais, o prazer, os amigos, as festas, status estavam em primeiro lugar. E como diz a palavra 'o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males' (1 Timóteo 6:10), comecei a colher aquilo que plantava, mas Deus não se esquecia de mim, nunca desistiu de seu filho, por mais rebelde que eu fosse, mesmo assim insistia em ter-me perto dele; foi então que Ele começou a reescrever a minha história.

Duas semanas antes de me envolver em um grave acidente que mudaria minha vida, encomendei um capacete muito resistente, macacão, botas, luvas e um protetor de coluna que nunca havia usado. Eu sempre fui um apaixonado por velocidade, gostava de uma adrenalina forte. Todos os sábados tinha por costume ir à Maringá com um grande número de amigos que também gostavam de velocidade, íamos numa frota de mais ou menos 18 motos. O simples prazer de pilotar em uma boa estrada fazia-nos sair de Londrina e percorrer aproximadamente 100 Km de pura diversão.

O ponto de encontro era num posto de gasolina localizado na cidade de Londrina, e num desses sábados conforme o combinado saímos às 16:00 hs, e ao chegar na PR 444 em Arapongas após fazermos a curva da Pennachi passamos pelo posto Malaquias, onde tem um pontilhão do trevo Arapongas/Astorga, prosseguindo para uma reta, a qual mudaria a minha vida para sempre. Foi nessa reta que um carro vindo em sentido contrário, do nada resolveu fazer um retorno à esquerda, atravessando a frente de minha moto. O acidente foi inevitável, o carro ainda não tinha feito complemente o retorno quando a minha moto colidiu, e na hora da colisão a moto estava um pouco empinada tipo RL, bateu no eixo dianteiro do automóvel, arremessando o meu corpo por cima do veículo; meu braço esquerdo bateu na coluna do carro aonde foi arrancado completamente.

Meu corpo foi arremessado 92 metros do local da batida, e ao cair na pista minha perna foi dilacerando no asfalto, o motor da moto foi lançado 10 metros a frente, graças a Deus não colidi com a placa de sinalização. Os amigos que vinham ao lado e atrás disseram-me que ao se desviarem das peças que voavam para todos os lados, viram meu corpo se chocar contra o chão e pulava como se fosse uma bola de capotão, o motor chegou a explodir soltando faíscas de fogo.

Conforme os motociclistas chegavam não tinham coragem de se aproximar de mim. A cena era horrível ver meu corpo com a perna virada para trás, sem o braço esquerdo e com muito sangramento. Mas um deles Paulo Nolasco chegou bem próximo de mim e tirou meu capacete e disse 'ele está respirando', logo em seguida chegaram 3 médicos que nunca tinham andado com a gente, um era vascular, o outro cardiologista, eo outro gastro.

O médico vascular trazia no banco de sua moto um kit de primeiros socorros, e sem perca de tempo começou a prestar o atendimento no local. Com ataduras bloqueou uma veia arterial da perna, e fez um torniquete no local onde o braço fora arrancado fazendo estancar o sangue.

Logo em seguida entraram em contato com a Viapar e fizeram o pedido duma ambulância, que não demorou para chegar, porém chegou sem o médico. O Dr. Rafael Santoro se prontificou a ir comigo. Deixando sua moto no local me acompanhou dentro da ambulância fazendo com freqüência a manutenção dos sinais vitais. Eu estava em estado de choque devido a muita perda de sangue e líquidos; a respiração era curta e rápida; não fiquei inconsciente, conversava mas não me lembro nada do que disse.

Dentro da ambulância o Dr. Rafael entrou em contato com o Hospital João de Freitas que fica a 800m do local do acidente. O doutor deu informações da minha situação pedindo para prepararem a mesa de cirurgia, pediu para que providenciasse alguns auxiliares e deixasse a UTI de prontidão.

Quando chegamos no hospital o atendimento foi excelente, a mesa estava pronta e a UTI esperando; a cirurgia começou: fizeram a sutura no local onde eu perdi o braço, e a tentativa de recuperar minha perna, mas infelizmente houve rejeição e tiveram que amputá-la. Agora além do braço esquerdo também sem a perna esquerda.

Você que não me conhece consegue imaginar como ficou meu corpo? Está escrito que 'se algum orgão do seu corpo te escandalizar, corta e atira para longe de ti, porque te é melhor que um dos teus membros se perca do que seja todo o teu corpo lançado no inferno' (Mateus 5:30). Eu penso exatamente dessa forma, é melhor eu entrar no reino dos céus sem o meu braço, sem a minha mão, sem a minha perna, sem o meu pé, do que ir para o inferno.

Depois de dois dias na UTI, recebi a visita de um querido amigo meu, que estava junto comigo na hora do acidente e que também fora ao hospital na hora da cirurgia, ele me disse que fui muito forte, antes da operação o médico pediu para ele segurar a minha mão direita e quando eu perguntei da mão esquerda, em poucas palavras ele me disse 'você perdeu'. Foi quando ele sentiu uma força muito grande, pois eu não chorei, meus olhos encheram de lágrimas, mas eu não chorei, e em momento algum questionei Deus pelo o que havia acontecido.

Deus estava comigo; eu pude sentir!!! Aleluias!!! Algo estava diferente. . . A falta do braço? A falta da perna? NÃO!!! A presença e o amor de Deus começou a fazer sentido em minha vida. E isso se intensificou após o segundo dia de UTI, meus filhos levaram um MP3 e ao ouvir a música Deus é Fiel do Nany Azevedo, eu olhei para mim mesmo sem o braço e sem a perna, e as lágrimas corriam pelo meu rosto, mas não era de tristeza e sim de alegria, pois Deus tinha me dado uma nova vida. A única coisa que eu pensava era fazer um culto de ações de graças. Imaginava sendo feito em nossa igreja, com o templo repleto de pessoas, e muitos não eram evangélicos, muitos amigos que ouviram falar do meu acidente sendo convidados, e eu via pelos olhos da fé a igreja como se estivesse arrumada para um casamento, com arranjos de flores, iluminação diferenciada, tudo bem organizado. E eu creio que isso não foi somente um pensamento, mas uma visão vinda de Deus para a edificação de muitas vidas e a conversão de muitas almas. Fiquem atentos, pois o dia que isso for possível anuciaremos nesse site.

Para terminar meu testemunho quero deixar um apelo aos internautas... quero dizer a você: Tudo isso que aconteceu comigo eu não desejo para a sua vida, mas eu aprendi que o amor de Deus pode nos trazer dor, e que através dessa dor é que descobrimos o nosso verdadeiro papel de cristão, não uma vida mascarada ou maquiada, mas uma vida transparente, aonde Deus possa nos esquadrinhar e, ver se há algum caminho mau nos guiando pelo caminho eterno, assim como o salmista Davi nos relata nos Salmos 139:23.

Ei você!!! Isso você mesmo!!! Nós temos que estar preparado a todo momento. Talvez você possa dizer: 'isso eu já tô cansado de ouvir'. Verdade... eu também estava. Mas quero declarar algo - eu não tenho nenhuma dúvida quanto a isso -, se Deus tivesse permitido que minha vida fosse ceifada naquela rodovia com certeza eu não teria sido salvo. Nós temos que estar firme todo instante, se Jesus ainda não veio buscar a sua igreja, isso não é motivo para que você possa ficar tranquilo quanto a sua salvação. Existe um ditado que até colocam nos para-choques de caminhão 'Deus sem você continua sendo Deus, e você sem Deus? Não é nada!'

Veja bem, Jesus ainda não veio, e talvez demore para buscar a sua igreja - ninguém sabe -, mas mesmo que ele não venha agora, você pode partir. Já pensou nessa possibilidade? Quem me conhece sabe que eu gostava de me divertir; nunca imaginava que isso pudesse acontecer; confiava muito na minha habilidade; confiava no pontencial da minha moto; confiava nos equipamentos de segurança, mas Deus não estava em primeiro plano em minha vida.

O que Jeremias escreveu não era real em mim: "Bendito o homem que confia no SENHOR, e cuja confiança é o SENHOR." Jeremias 17:7.

Hoje pelo o que aconteceu comigo eu posso lhe dizer, eu tenho experiência com Deus! Minha vida, a vida da minha família, minha empresa, e tudo que me vier a mão a fazer será para a glória de Deus!

Tenho o projeto de evangelizar através deste testemunho o maior número de pessoas possíveis, meus amigos, conhecidos e pessoas que não conheço. Você também pode fazer parte desse projeto, repassando o acontecido para frente, mostrando que mesmo diante de um desastre Deus tem seus meios de salvar vidas, pois afinal não pertencemos a este mundo, isso tudo que esta em sua volta é passageiro, e na vida há tempo para tudo, e ainda há tempo de você ser salvo.

'Que o Senhor te abençoe e te guarde,Que o Senhor faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti,Que o Senhor levante sobre ti o rosto e te dê a paz.' (Números 6: 24-26).

Rogério Cesar
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O ocorrido com o empresário é fato verídico, tendo sido veiculado na mídia local durante muitos dias.

Já o seu testemunho, cabe a cada um de nós divulgá-lo, para a Glória do Senhor!

Prossigo para o Alvo... Fp.3:14

O e-mail sobre o testemunho do irmão Roger está circulando em várias correntes de e-mail e a notícia pode ser confirmada pelo link abaixo:
http://www.londrix.com/noticias.php?id=45239

3 comentários:

Anônimo disse...

Mas fala ai pra mim quantos kilometros por hora vc tava correndo???

Robson Silva de Sousa disse...

Olá anônimo. Quero agradecer pela visita ao nosso Blog e pelo comentário postado; significa que você se interessou pelo matéria e a leu atentamente.

O único equivoco que talvez tenha cometido foi achar que eu sou o Rogério, quando na verdade não sou.

Logo no topo do "post" há um trecho destacado em vermelho onde se lê: "Testemunho do empresário londrinense Rogério Cesar - da Roger Pneus -, de 39 anos, que sofreu grave acidente no dia 15 de março de 2008 na rodovia PR-444."

Como você deve ter notado, não há referências quanto à velocidade em que nosso irmão Rogério trafegava na rodovia, e acho importante você ter levantado a "lebre" como uma forma de advertir outros motociclistas a que respeitem a velocidade máxima permitida pelo Código Nacional de Transito. Por outro lado, se o objetivo era fazer uma crítica ao condutor (e espero que não tenha sido), gostaria de salientar que a velocidade máxima permitida para cada tipo de veículo em rodovias varia de acordo com o trecho e é estabelecida pela placa R-19, com parâmetros definidos a partir da geometria da via e das condições de uso para a qual foi projetada e construída.

Se o irmão Roger estava acima da velocidade permitida, o puxão de orelha vale para outros condutores - Ele já sofreu por isso!

Se estava dentro do permitido (o que é bem possivel), ainda assim o acidente seria trágico, afinal é comum nas rodovias a velocidade máxima permitida variar dos 80 aos 110 km/h, com algumas reduções.

Abraços!

Robson Silva de Sousa disse...

Antes que alguém note... uma pequenina correção: o nome correto é CODIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO (Lei 9.503/97)...

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